ARTE – ESCULTURA – LYGIA CLARK – 1920 – 1988

 

( continuação da matéria anterior )

LYGIA CLARK

Após trabalhar com metais e madeiras Lygia ampliou sua pesquisa com novos materiais, entre eles a borracha, material da  ” Obra Mole “ de 1964 – nesta obra inseriu o apelo sensitivo-articulado e propositivo com uma nova característica participativa para o expectador, que agora passa a propor nos recortes de fita de ” Caminhando “, ou na série dos ” Objetos sensoriais “ de 1966-68.

 Fazer o expectador participar e co-produzir a obra passou a ser o foco da sua atenção, proporcionando a própria vivência criativa naquele que a vê, toca ou manipula, numa experiência corporal como na obra de 1968 ” A Casa é o Corpo “ – instalação processional que convida o expectador a penetrá-la, experimentando as sensações do nascimento. Produziu ainda, em 1967 ” Roupa-corpo-roupa: O Eu e o Tu “.

Em 1972 foi convidada para dar um curso de Comunicação Gestual na Sorbone em Paris, onde apresenta as proposições ” Arquiteturas Biológicas “ de 1969, ” Rede de Elástico “ de 1973, ” Barba Antropofágica ” e ” Relaxação “ de 1974. No Documentário ” O Mundo de Lygia Clark “, dirigido por Eduardo Clark – PLUG Produções – de 1973, Lygia definiu sua Poética como :

” Se a pessoa, depois de fazer essa série de coisas que dou, se ela consegue viver de uma maneira mais livre, usar o corpo de uma maneira mais sensual, se expressar melhor, amar melhor, comer melhor, isso no fundo me interessa muito mais como resultado do que a propria coisa em si que eu proponho a vocês. “

 


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