ARTE BRASILEIRA – BRASIL COLÔNIA

 

MATRÍCULAS ABERTAS PARA O CURSO DE HISTÓRIA GERAL DA ARTE NO BRASIL

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ENTRE A REGRA E A TRANSGRESSÃO

do regimento de Tomé de Souza

” Eu, ElRei, faço saber a vós, Tomé de Souza, fidalgo de minha casa, que vendo eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as Capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com quem melhor e mais seguramente se possam ir povoando, para exalçamento da nossa Santa Fé e proveito de meus Reinos e Senhorios, e dos naturais deles, ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte, em um lugar conveniente, para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas cousas que cumprirem a meu serviço e aos negócios de minha Fazenda e a bem das partes: e por ser informada que a Bahia de todos os Santos é o lugar mais conveniente da costa do Brasil para se poder fazer a dita povoação e assento, assim pela disposição do porto e rios que nela entram, como pela bondade, abastança e saúde da terra, e por outros respeitos, hei por meu serviço que na dita Bahia se faça a dita povoação e assento, e para isso vá uma armada com gente, artilharia, armas e munições e todo o mais que for necessário (…) E no sítio que vos melhor parecer, ordenareis que se faça uma fortaleza da grandura e feição que a requerer o lugar em que a fizerdes, conformando-vos com as traças e amostras que levais: praticando com os oficiais que para isso lá mando, e com quem quaisquer outras pessoas que o bem entendam, e para esta obra vão em vossa companhia alguns oficiais, assim pedreiros e carpinteiros, como outros que poderão servir de fazer cal, telha, tijolo; e para se poder começar a dita fortaleza, vão, nos navios desta Armada, algumas achegas, e não achando na terra aparelho para se a dita fortaleza fazer de pedra e cal, far-se-á de pedra e barro ou taipas ou madeira, como melhor puder ser, de maneira que seja forte; e como na dita fortaleza for feita tanta obra que nos pareça que seguramente vos podereis nela recolher e agasalhar com a gente que levais, vos passareis a ela, deixando, porém, na dita cerca que está feita, alguma gente que a baste para povoar e defender”.

 

ARQUITETURA MILITAR - Fortaleza de Santa Cruz da Barra, 1614-15, Rio de Janeiro.

ARQUITETURA MILITAR - Fortaleza de Santa Cruz da Barra, 1614-15, Rio de Janeiro.

 


This entry was posted on sábado, março 27th, 2010 at 13:10 and is filed under História da Arte Geral. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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