ARTE BRASILEIRA – POESIA – TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA – 1744 – 1810

 

MATRICULE-SE NO CURSO DE HISTÓRIA GERAL DA ARTE NO BRASIL

Natural do Porto, estudou em Coimbra formando-se em Leis, trabalhando com a função de ” Juiz de Fora ” em Beja, Portugal. Em seguida muda-se para Vila Rica ( Atual Ouro Preto ) como ouvidor da Comarca. Logo identificou-se com as Minas Gerais, lembrando de sua infância na Bahia,  fazendo amigos os poétas Claudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.

Envolveu-se na Incinfidência Mineira sendo a princípio preso, na Fortaleza da Ilha das Cobras, depois desterrado para Monçambique onde viveu o resto de sua vida.

Em Vila Rica conheceu e se apaixonou por Maria Dorotéia de Seixas – a Marília de Dirceu – fonte de toda sua poesia Lírica,  publicada em 1792. Além de sua obra Lírica escreveu as famosas Cartas Chilenas, poema sátírico sobre os desmandos da côrte na Colônia, dirigido diretamente ao Governador Luis da Cunha Menezes.

Como Poéta Neo-Clássico, diferencia-se pela simplicidade no estilo, procurando formas mais diretas de compor os versos e pela clareza sobre os fatos de seu tempo. Leiam agora um pequeno fragmento das ” Cartas Chilenas  – Segunda Carta “, por Afonso Arinos de Melo Franco, Rio de Janeiro, 1940 – páginas 166-170.

 

 ” Aonde, louco chefe, aonde corres

Sem tino e sem conselho? Quem te inspira

Que remitir as penas é virtude?

E, ainda a ser virtude, quem te disse

Que não é das virtudes, que só pode,

Benigna, exercitar a mão augusta?

Os chefes, bem que chefes, são vassalos,

E os vassalosnão tem poder supremo… “

RUA EM OURO PRETO - MINAS GERAIS

RUA EM OURO PRETO - MINAS GERAIS

 

 


This entry was posted on sexta-feira, fevereiro 5th, 2010 at 00:19 and is filed under História da Arte Geral. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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