ARTE – POESIA – VLADÍMIR MAIAKÓVSKI
“NACOS DE NUVEM”
No céu flutuavam trapos
De nuvem – quatro farrapos;
do primeiro ao terceiro – gente;
o quarto – um camelo errante.
A ele, levado pelo instinto,
no caminho junta-se um quinto.
De seio azul do céu, pé-ante-
pé, se desgarra um elefante.
Um sexto salta – parece.
Susto: o grupo desapareçe.
E em seu rasto agora se estafa
O sol – amarela girafa.
1917-18
( Tradução de Augusto de Campos )
O grande poéta Moderno da Russia desenvolveu uma obra extrema e revolucinária tanto na forma como nas idéias que defendeu. Incorporou a linguagem do dia a dia, não se poupando em criar construções vocabulares inusitadas junto à crítica e a sátira.
” NÃO HÁ ARTE REVOLUCIONÁRIA SEM FORMA REVOLUCIONÁRIA “
