ARTE – POESIA – PAUL VALÉRY

 

PAUL VALERY - Frases - 1889-1945

Paul Valery nasceu em Sête no sul da França em 1871 e morreu em Paris em 1945. Em 1889 começa a publicar seus poemas. Logo após suas primeiras publicações, em crise, abandona a poesia por longos vinte anos, mas neste período escreve seus “ Cahiers “ ( cadernos com poemas e reflexões breves sobre a natureza de tudo, que escreveu durante 50 anos ) e prosa. Frequentou a partir desta data, as reuniões ( saraus ) às terças-feiras na casa do Poéta Mallarmé, que reunia boa parte dos artístas do final do século XIX,  em grandes embates sobre a natureza da Arte. A partir de 1917, publica o poema longo ” Le June Parque “, terminando assim o jejum de 20 anos de abandono da poesia. A partir deste momento passa a escrever sobre arte, poesia, ciência e cultura.

Em 1921 publica o poema  ” Ébauche d`un Serpent ” ( Esboço de uma serpente ), metáfora da serpende ( desenhada em torno do título ) mordendo a própria cauda com a famosa frase ” Je mords ce que je puis “ ( ” Eu mordo o que eu posso “ ) do qual apresentamos um pequeno fragmento com tradução de Augusto de Campos.

ENTRE A ÁRVORE, A BRISA BRINCA

COM A VÍBORA QUE ME VESTE;

UM SORRISO, QUE O DENTE TRINCA

E O APETITE APRESTA AO TESTE.

SOBRE O JARDIM ARRISCA A CAUDA,

E MEU TRIÂNGULO ESMERALDA

MOSTRA A LÍNGUA DE DUPLO FIO…

COBRA SEREI, MAS COBRA ARGUTA,

CUJO VENENO, AINDA QUE VIL,

DEIXA LONGE A DOUTA CICUTA!…

 

 

 


This entry was posted on quarta-feira, janeiro 6th, 2010 at 13:24 and is filed under Arte Moderna. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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