ARTE – POESIA – KONSTANTINOS KAVAFIS II – 1863 – 1933

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Konstantinos Kaváfis foi um Poeta Grego. Nascido em Alexandria nunca chegou a publicar um livro em vida, mas publicou os poemas em folhas soltas distribuídas nas ruas. Questionador dos valores morais e religiosos, teve seu primeiro livro publicado apenas após sua morte. Kaváfis é considerado o maior Poeta Grego Moderno e ao todo escreveu 154 poemas.

KONSTANTINOS KAVÁFIS

KONSTANTINOS KAVÁFIS

À ENTRADA DA MANSÃO

Havia um grande espelho muito antigo,

comprado pelo menos há mais de oitenta anos,

Um rapaz belíssimo, empregado de alfaiate

( e nos domingos atleta diletante )

estava ali com um pacote.

Deu-o a alguém da casa, que o levou para dentro

com o recibo. O empregado do alfaiate

ficou sozinho, à espera.

Acercou-se do espelho e mirou-se

para ajeitar a gravata. Após cinco minutos,

trouxeram-lhe o recibo e ele se foi.

Mas o antigo espelho, que vira e revira

nos seus longos anos de existência

coisas e rostos aos milhares;

agora se alegrava e exultava

de haver mostrado sobre si

por um instante a beleza culminante.

PRECE

Um marujo o abismo do mar guardou consigo.

Sem de nada saber, a mãe coloca um sírio

aceso diante da Virgem, um longo círio,

para que volte logo, a salvo dos perigos.

No bramido dos ventos põe o seu ouvido,

mas enquanto ela reza e faz o seu pedido,

sabe o ícone a escutá-la, grave, com pesar,

que o filho que ela espera nunca há de voltar.

( Tradução José Paulo Paes )

VOZES

Vozes queridas, vozes ideais

daqueles que morreram ou daqueles que estão

perdidos para nós, como os mortos.

Eles nos falam em sonho, algumas vezes,

outras vezes, em pensamento as escutamos.

E, quando soam, por um instante eis que retornam

os sons da poesia primeva em nossa vida,

qual música distante que se perde noite afora.

( Tradução José Paulo Paes )

INTERRUPÇÃO

A obra dos deuses, nós a interrompemos – entes

somos da pressa e do momento, inexperientes.

No palácio de Elêusis e no de Ftia, eis

que iniciam Deméter e Tétis, em chamas

altas e fumo espesso envoltas, grandes obras. Mas

sempre foge Metanira aos aposentos do rei,

cabelos soltos, temerosa. Também

Peleu se atemoriza sempre e intervém.

( Tradução José Paulo Paes )


This entry was posted on terça-feira, julho 26th, 2011 at 16:41 and is filed under História da Arte Geral. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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